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29/07/2008 - Hidrelétrica afeta qualidade de água em Londrina |
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Fonte: Ong MAE - Meio Ambiente Equilibrado
Por Laila Menechino (laila_ongmae@yahoo.com.br)
Londrina - A Usina Mauá, conforme o projeto da COPEL e do governo do Estado do Paraná, é a primeira de outras seis usinas hidrelétricas ao longo do rio Tibagi. É a primeira justamente porque seria o grande reservatório que abasteceria o funcionamento das demais usinas. Após Mauá, o Tibagi, único rio do Paraná que ainda não possui grande usina hidrelétrica, seria tomado por barragens, destruindo toda a biodiversidade e a qualidade da água consumida em Londrina.
Hoje, sem a represa, a água é depurada ao longo das típicas corredeiras do Tibagi (palavra indígena que significa água boa ou água corrente). Barrando o rio, uma extensa área de floresta, agricultura e pecuária ficaria em baixo da água parada do reservatório. Todo o material orgânico se decompondo faria com que algas tóxicas se proliferassem pela água. Assim, o rio hoje repleto de vida se transformaria em um imenso lago morto com substâncias prejudiciais à saúde humana. Esse fenômeno se chama eutrofização e é o que ocorreria no caso da construção da represa de Mauá.
Com isso, a água hoje captada e tratada pela Sanepar para o abastecimento de mais da metade da população de Londrina, além de outras cidades do norte do Paraná, ficaria contaminada. O tratamento da água de Londrina ficaria mais caro e mais difícil. Não há tecnologia disponível para esse tratamento e uma grande quantidade de produtos químicos seria adicionada à água na tentativa de tratá-la. A qualidade para o consumo humano, então, estaria seriamente prejudicada e a conta seria paga por todos nós, que consumimos a água do Tibagi em Londrina!
Estudos da própria Sanepar comprovam que a principal fonte de água de Londrina é o rio Tibagi. Se não temos outra fonte suficiente e se o represamento do rio Tibagi prejudica diretamente a qualidade da nossa água, porque é então que o governo do estado e a COPEL insistem em construir a Usina Mauá? Quem vai ganhar com tamanha destruição?
Tais questões ficam sem resposta. A única coisa certa é que, como diz uma ribeirinha atingida pela barragem, "energia hoje em dia se tira até de fezes, mas homem nenhum tem a forma de fazer a água!". Salve o rio Tibagi! Contra a Usina Mauá, a favor da Vida!
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