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09/01/2009 - Calor extremo pode virar regra em 2100
 

<b>Cidades arborizadas serão os oásis do futuro.</b>
Cidades arborizadas serão os oásis do futuro.

Fonte Agência Estado
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger304792,0.htm

O clima vai esquentar para valer nas próximas décadas com a intensificação do aquecimento global causado pelo acúmulo de gás carbônico na atmosfera. Segundo um estudo publicado hoje (09/01/09) na revista Science, até o fim deste século as temperaturas médias no verão poderão ser mais altas do que as máximas registradas nos anos mais quentes do século passado.

Eventos extremos, como a onda de calor que matou milhares de pessoas na Europa em 2003, poderão se tornar norma em muitos lugares do mundo, com impactos severos sobre a produção de alimentos e a qualidade de vida das pessoas. Os países mais impactados nesse cenário serão os das regiões tropical e subtropical, como o Brasil, onde as temperaturas já são naturalmente mais elevadas.

"É bom se preparar para verões muito, muito quentes", disse o pesquisador David Battisti, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Washington (EUA), que assina o estudo. "Vamos ver temperaturas elevadas como nunca se viu antes". Segundo Battisti, há uma probabilidade altíssima (acima de 90%) de que as temperaturas recordes de hoje serão as temperaturas médias de amanhã em grandes áreas dos trópicos e subtrópicos - onde vivem as populações mais pobres, mais dependentes da agricultura e, consequentemente, as mais vulneráveis.


Preparar as cidades para as mudanças climáticas
ONG TudoVerde - As previsões de verão extremos até o fim deste século (ou seja, a realidade que enfrentarão nossos netos) exigem que as cidades, espaço onde desde o ano passado mais da metade da humanidade passou a ocupar, sejam preparadas e adaptadas com prioridade.

Em paralelo corre ainda a busca por fontes de energia renováveis para substituir a estrutura atual. Tudo leva a crer que a cidade do futuro, definitivamente, ou será uma cidades verde, arborizada, ou uma cidade fantasma.

Nelas a cobertura vegetal, a chamada arborização urbana, bloqueia a irradiação solar sobre os materiais e as pessoas, impedindo o efeito de "ilhas de calor", tão comuns nas cidades, e os crescentes casos de câncer de pele por exposição aos raios ultravioletas.

Mas é o que ocorre sob as copas, em média 10°C a menos de temperatura, que permite usar este verdadeiro ar condicionado natural para a economia de energia na cidade.

Uma recente notícia na BandNews voltou a afirmar que uma grande árvore pode resfriar o ar como quatro aparelhos de ar condicionado. Isto é verdade quando a árvore está interagindo com outras próximas. A árvore em frente a sua casa vai "funcionar" melhor se existirem outras arvores na sua calçada, no seu quarteirão, no seu bairro, na cidade toda.

Cidades médias como Londrina-PR e Presidente Prudente-SP começam em 2009 uma intensa ocupação permanente com árvores dos espaços disponíveis em suas vias públicas.

Intensa por ser uma tarefa monumental (em Londrina existem espaço para pelo menos mais 200mil árvores) e onde a administração pública municipal contará com a ajuda da comunidade, ongs, e setor produtivo.

E será de forma permanente pois cada árvore, ao aproximar o final do seu tempo de vida (de 25 a 100 anos, dependendo da espécie) será substituída por outra árvore no mesmo local. Gerações de árvores protegendo as gerações de ocupantes das cidades. Cidades com qualidade de vida e os verdadeiros oásis do futuro.

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