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06/11/2008 - Londrina ganha plano de arborização |
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Um dos objetivos será evitar acidentes com espécies inadequadas ou condenadas.
Fonte: Folha de Londrina, versão impressa de 28/10/2008
Por Betânia Rodrigues
Ambientalistas e poder público querem aumentar o número de árvores e criar mecanismos de recuperação de matas ciliares e fundos de vale
Londrina-PR - Ilhas de calor, raízes que estouram calçadas e redução da camada de ozônio são consequências da cobertura vegetal incorreta ou falta dela. Para minimizar os efeitos deste cenário negativo, ambientalistas e poder público estão desenvolvendo o primeiro plano de arborização de Londrina. A idéia é aumentar o número de árvores, recuperar as matas ciliares e fundos de vale, garantidos pelo monitoramento constante das zonas urbana e rural.
Segundo Pablo Melo, diretor da ONG TudoVerde, a primeira medida é realizar o inventário arbóreo da cidade, incluindo as áreas vagas e espécies apropriadas à região. ''Queremos preparar a cidade para as transformações climáticas do Planeta. É um trabalho de longo prazo e que precisa - urgentemente - ser iniciado'', comentou. Ele integrará o Código Ambiental de Londrina que, por sua vez, é parte do Plano Diretor. Este será composto por nove leis, das quais a principal, por apresentar as diretrizes da política municipal de urbanização, está em análise na Câmara de Vereadores.
''É algo que influenciará diversos aspectos da nossa vida e, por isso, exigirá estudo e, inclusive, participação da opinião pública. Acredito que a execução do plano de arborização independa deste processo'', disse João Baptista Bortolotti, arquiteto e diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).
A zona urbana possui mais de 100 mil árvores, das quais cinco mil precisariam ser abatidas e substituídas por outras 20 mil mudas no primeiro ano de manejo. Para Fernando de Barros, presidente do Consema, estes números resultam do desinteresse pelo assunto, demonstrado em sucessivas gestões.
A expectativa dos envolvidos é que o manejo adequado e constante da cobertura vegetal diminua, por exemplo, a temperatura ambiente, a incidência de doenças na população, o desequilíbrio ambiental, a probabilidade de acidentes e cortes no serviço de energia elétrica, entre outros benefícios.
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